segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Coordenador escolar


O COORDENADOR PEDAGÓGICO E O UNIVERSO ESCOLAR
Isabel Cristina Miziara

No imenso e diversificado universo escolar, dentre os muitos atores que nele atuam, encontramos o Professor Coordenador Pedagógico (PCP) que, em algumas regiões do país, é chamado de supervisor ou orientador. Esta figura tem sido cada vez mais necessária nas instituições escolares para que esta construa uma identidade própria, a partir das muitas relações estabelecidas em seu interior, atendendo a sociedade na qual se insere de forma apropriada, face às “[...] transformações que vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, em conseqüência dos processos de globalização, afetando a sociedade mundial e o nosso país”. (FERREIRA, 1998) Para atender tal demanda, o PCP precisa manter-se constantemente atualizado, realizando leituras específicas da sua área de atuação, bem como a respeito de assuntos da contemporaneidade social. Este profissional da educação exerce muitas funções nas instituições escolares, sejam elas públicas ou privadas. Aqui estarão elencadas somente algumas delas, por acreditar que, dentre todas, estas são atividades indissociáveis ao Coordenador Pedagógico. Propiciar momentos de estudos para e com os educadores com os quais trabalha, num processo de educação continuada dentro do ambiente escolar, é atividade primordial do Coordenador Pedagógico. Ele deve incumbir-se de garantir, orientar e auxiliar esta formação, a fim de que os professores desenvolvam e aperfeiçoem suas habilidades, renovando conhecimentos, repensando a práxis educativa, buscando novas metodologias de trabalho, aliando teoria e prática, uma vez que não existe a possibilidade de dicotomia entre uma e outra, pois toda ação humana é intencional, tenha-se consciência disto ou não. Esta atitude traz como conseqüência a obrigatoriedade de se realizar periódicas avaliações acerca do desempenho dos professores bem como da própria ingerência neste campo, sendo um feedback fundamental para a melhoria da qualidade do ensino oferecida pela escola. A valorização e conseqüente motivação dos professores, também é incumbência crucial do Coordenador, como em Lück (2002), A motivação é o empurrão ou a alavanca que estimula as pessoas a agirem e a se superarem. A motivação é a chave que abre a porta para o desempenho com qualidade em qualquer situação, tanto no trabalho, como em atividades de lazer, e também em atividades pessoais e sociais. Entretanto, esta valorização é uma tarefa que demanda percepção, observação e comunicação, para conseguir enxergar no outro sua essência enquanto ser humano, não se balizando somente nas competências ou deficiências que o professor apresente. É necessário vê-lo como um todo, como uma pessoa completa, com qualidades e defeitos, conforme observamos em Fullan e Hargreaves, 2000. Além disso, expressar aquilo que se valoriza é altamente eficaz no sentido de estimular o educador a progredir e envolver-se, constantemente, com as questões educacionais. No extremo oposto tem-se o aluno, que precisa de acompanhamento incessante para formar-se integralmente enquanto cidadão do mundo. Mais uma vez entra em cena a figura do Coordenador Pedagógico, fazendo as intervenções necessárias junto aos alunos, professores e pais. Ao atuar como catalisador e mediador das relações pais/professores/alunos, evitando o desgaste entre estes pólos da escola, agindo com equilíbrio e ponderação, orientando cada qual em busca da melhor solução para os problemas e otimizando as relações interpessoais da comunidade escolar, determina-se, como desejo último, o bem-estar e o progresso escolar dos educandos dentro do processo de ensino-aprendizagem. Outra função inerente a este cargo é a elaboração do Projeto Político Pedagógico da unidade escolar em parceria com a direção e o corpo docente, dentro de uma visão democrática de gestão escolar. Esta elaboração conjunta permite que o PCP ouça os anseios de seus pares em busca de melhores caminhos, auxiliando no processo de estabelecimento metas e objetivos a serem alcançados por todos, oportunizando uma relação de co-responsabilidade por parte dos professores, tanto para os acertos quanto para as dificuldades ou falhas que possam advir. Esta iniciativa remete ao desenvolvimento de uma cultura escolar de cooperação, agregando imensos benefícios à escola e ao processo de ensino-aprendizagem, haja vista que a causa passa a ser comum a todos, num clima de reciprocidade e confiança. Outrossim, sugerir à Direção da escola a implantação de projetos que viabilizem atitudes e posturas inovadoras no processo de formação e aquisição de conhecimentos, com vistas ao desenvolvimento global da unidade escolar, é outra iniciativa desejável. Assim, constata-se que, a despeito de ser uma presença recente no meio escolar, o Professor Coordenador Pedagógico tornou-se indispensável, uma vez mantendo-se numa postura equânime, consegue articular todos os integrantes do processo ensino-aprendizagem.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Laurinda R.; BRUNO, Eliane B. G.; CHRISTOV, Luiza Helena da S. (Org.) O Coordenador pedagógico e a formação docente. São Paulo: Loyola, 1999. 93p.
FERREIRA, Naura S. Carapeto (Org.). Gestão democrática da educação: atuais tendências e desafios. São Paulo, 1998. 55p.
FULLAN, Michael. HARGREAVES, Andy. A escola como organização aprendente. Buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000. 136 p.
GUIMARÃES, Ana Archangelo et al. O Coordenador pedagógico e a educação continuada. São Paulo, Loyola. 7. ed.,2004. 55 p.
LÜCK, Heloísa et al. A escola participativa o trabalho do gestor escolar.Rio de Janeiro, DP&A. 6. ed., 2002. 166 p.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Psicopedagogia Clínica


Psicopedagogia constitui-se em uma justaposição de dois saberes - psicologia e pedagogia. É uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento e suas dificuldades, tem um caráter preventivo e terapêutico. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.


Os Psicopedagogos são profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional. Por meio do Diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA, anamnese.
Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, honorários, a importância da freqüência e da presença e o que ocorrer, ou seja, fará o enquadramento. O diagnóstico é composto entre 8 a 10 sessões, sendo duas sessões por semana, com duração de 50 minutos cada. O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso.


O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo. Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras situações que forem oportunas. A criança, muitas vezes, não consegue falar sobre seus problemas e é através de desenhos, jogos, brinquedos que ela poderá revelar a causa de sua dificuldade. É através dos jogos que a criança adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, adquire maior atenção. O Psicopedagogo irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar a melhor forma de estudar para que ocorra a aprendizagem, organizando, assim, o seu modelo de aprendizagem.

domingo, 13 de novembro de 2011

A Borboleta e a Psicopedagogia



O psicopedagogo coloca-se
À altura da borboleta,
Intervindo no processo de seu nascimento,
Elaborando o tempo e o espaço necessários,
Sem medo, Sem insegurança,
Sem precipitação.
Há tempo para tudo,
Tempo para nascer,
Tempo para viver,
Tempo para respirar,
Tempo para morrer.
Viver, este é o segredo,
O psicopedagogo conhece
A história da borboleta,
Acompanha o seu desenvolvimento,
Percebe o seu progresso,
Evolução.
Impaciência,
Ansiedade,
Devem ser superadas.
Esta ação é humanizante,
Coletiva,
Socialmente,
E com ela conquistaremos a maturidade,
A consciência da realidade
E a humanização da borboleta,
Esta borboleta é o EDUCANDO.

PARABÉNS PSICOPEDAGOGOS!

Oração da Criança Diferente




Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar e minhas mãos atrofiadas.
Bem aventurados os que sabem que meus ouvidos têm que se esforçar para compreender o que ouvem.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras o meu pensamento.
Bem aventurados o que escutam, pois eu também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente meu coração embora não possa expressar.
Bem aventurados o que me amam como eu sou, tão somente como sou e não como eles gostariam que eu fosse.

sábado, 12 de novembro de 2011

Dia do Psicopedagogo


Com o advento da Psicopedagogia, faz-se necessário o reinventar das formas de aprender.O foco na Aprendizagem é o grande alicerce da Psicopedagogia, que tem como seu objeto de estudo a aprendizagem e o ser aprendente.O Psicopedagogo também se coloca como ser aprendente; somos "eternos aprendizes", e como tais estamos em processo de constante aprendizagem.
Na busca pela identidade e afirmando-se como pesquisadores, especialistas em constante construção, na atualização de ideias e busca por poder construir um espaço de aprendizagem significativa, o Psicopedagogo atua nos mais diversos espaços de aprendizagem.
Parabenizo a toso esses profissionais que assim como eu, estão dispostos a contribuir com a aprendizagem.

saudações psicopedagógicas,

Élida Canuto
Psicopedagoga

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

::. O erro construtivo e a dificuldade de aprendizagem


Janete Leony VitorinoGraduada em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC, pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, pós-graduanda em Educação Infantil e Séries Iniciais pela Faculdade de Educação de Joinville. Atualmente é Professora Mediadora do Centro Integrado de Educação do SESI, desenvolvendo trabalho com alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.

  
Vamos procurar fazer evidências sobre cada um dos aspectos do erro.
Seria de grande pretensão nossa se conseguíssemos definir por completo e claramente cada uma das fases do erro.
O que vamos tentar realizar é um relato dos vários aspectos destacados em relação ao erro em Jean Piaget.
Quando nos referimos ao erro como pecado capital da aprendizagem, temos que ter em mente que toda etapa de aprendizagem é acompanhada de erros e acertos.
Não é somente na aprendizagem que cometemos erros na mais nobre vontade de acertar, na vida também muitas vezes as coisas vão por este caminho.
Como uma criança vai adquirir conhecimento e não a deixam tentar de novo e outra vez e mais uma outra vez! Fazendo de seu jeito e com a presença de um adulto no papel de educador.
Não podemos também tornar o erro intocável transformando-o em nobreza. Para a criança isso pode ser perigoso, pois quando estamos tratando de aprendizagem, um erro intocável pode ser confundido com um acerto.
As coisas em educação não podem ficar por isso mesmo. Esta não é a função do educador. Cabe a cada pessoa que se dispõe a ser professor, observar onde a criança está errando, mostrando a ela os caminhos corretos do aprendizado.
Nos referindo as utilidades do erro, podemos afirmar que o erro continua importante nos processos de aprendizagem, o que está acontecendo é que muitas instituições educacionais interpretam a teoria piagetiana de forma equivocada.
Muitas delas misturam o construtivismo piagetiano ao vygotskyano, acabando por sacralizar o erro e, por conseguinte deram aos modelos de sua prevenção, um ar de profano.
É citado também o erro construtivo. É este tipo de erro que deve merecer um refinamento pedagógico bem mais adequado, do que sua simples "condenação sumária".
Devemos sempre, como educadores valorizar e tornar relativo as diversas formas de erro e procurar o real significado deles.
Não poderíamos deixar de citar neste texto os conceitos que sustentam a teoria construtivista piagetiana que são por ele descritos de: assimilação, acomodação, equilibração e regulação.
Os estados do desenvolvimento infantil são fundamentais em Paget.O mesmo define-os em quatro estados definidos: sensório motor que vai de 0 (zero) a 2 (dois) anos de idade, o pré-operatório, que tem início por volta dos 2 (dois) anos e vai até os 7 (sete) anos, o estado operatório-concreto que inicia-se por volta dos 7 (sete) anos e termina na pré-adolescência quando a criança está completando 12 (doze) anos.
Por último temos o estado operatório-formal, que é considerado a fase que parte dos 12 (doze) anos da criança em diante.
Para o autor, em resumo, podemos afirmar que, segundo Jean Piaget "a evolução da inteligência e, por conseguinte dos conhecimentos, tem como essencial fonte as regulações advindas de situações pertubadoras. Fica evidente nessa tese a importância do erro na aprendizagem e no desenvolvimento". Prosseguindo e ainda citando Piaget, "não é suficiente que o aluno saiba que errou, é preciso também ter elementos para avaliar a qualidade do erro".
Se o trabalho pedagógico for organizado de tal forma que o aluno apenas fique sabendo, pelo professor que errou, o erro perderá todo seu valor.
Tornar o erro um observável nem sempre é fácil e pede muita criatividade pedagógica por parte dos professores. Porém se a teoria piagetiana for satisfatória, valerá a pena.
Compreende-se, pois, que o erro é resultante de uma contingência histórica radical. Não há processo de conhecimento sem erro. O erro é parte constitutiva da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo. Tentar impedir de todas as formas que o aluno erre, equivale a obstruir o processo de sucessivas aprendizagens. É o mesmo que impedir que o aluno construa os instrumentos indispensáveis ao seu pensar.
Referência Bibliográfica:
TAILLE, Yves de La. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão, Summus, 1992.
AQUINO, Julio Groppa, org. Erro e Fracasso na Escola: Alternativas teóricas e práticas. Summus, 1997
Bibliiografia:
AQUINO, Julio Groppa, org. Erro e fracasso na escola: Alternativas teóricas e práticas. Summus, 1997.

::. O erro construtivo e a dificuldade de aprendizagem


Janete Leony VitorinoGraduada em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC, pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, pós-graduanda em Educação Infantil e Séries Iniciais pela Faculdade de Educação de Joinville. Atualmente é Professora Mediadora do Centro Integrado de Educação do SESI, desenvolvendo trabalho com alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.

  
Vamos procurar fazer evidências sobre cada um dos aspectos do erro.
Seria de grande pretensão nossa se conseguíssemos definir por completo e claramente cada uma das fases do erro.
O que vamos tentar realizar é um relato dos vários aspectos destacados em relação ao erro em Jean Piaget.
Quando nos referimos ao erro como pecado capital da aprendizagem, temos que ter em mente que toda etapa de aprendizagem é acompanhada de erros e acertos.
Não é somente na aprendizagem que cometemos erros na mais nobre vontade de acertar, na vida também muitas vezes as coisas vão por este caminho.
Como uma criança vai adquirir conhecimento e não a deixam tentar de novo e outra vez e mais uma outra vez! Fazendo de seu jeito e com a presença de um adulto no papel de educador.
Não podemos também tornar o erro intocável transformando-o em nobreza. Para a criança isso pode ser perigoso, pois quando estamos tratando de aprendizagem, um erro intocável pode ser confundido com um acerto.
As coisas em educação não podem ficar por isso mesmo. Esta não é a função do educador. Cabe a cada pessoa que se dispõe a ser professor, observar onde a criança está errando, mostrando a ela os caminhos corretos do aprendizado.
Nos referindo as utilidades do erro, podemos afirmar que o erro continua importante nos processos de aprendizagem, o que está acontecendo é que muitas instituições educacionais interpretam a teoria piagetiana de forma equivocada.
Muitas delas misturam o construtivismo piagetiano ao vygotskyano, acabando por sacralizar o erro e, por conseguinte deram aos modelos de sua prevenção, um ar de profano.
É citado também o erro construtivo. É este tipo de erro que deve merecer um refinamento pedagógico bem mais adequado, do que sua simples "condenação sumária".
Devemos sempre, como educadores valorizar e tornar relativo as diversas formas de erro e procurar o real significado deles.
Não poderíamos deixar de citar neste texto os conceitos que sustentam a teoria construtivista piagetiana que são por ele descritos de: assimilação, acomodação, equilibração e regulação.
Os estados do desenvolvimento infantil são fundamentais em Paget.O mesmo define-os em quatro estados definidos: sensório motor que vai de 0 (zero) a 2 (dois) anos de idade, o pré-operatório, que tem início por volta dos 2 (dois) anos e vai até os 7 (sete) anos, o estado operatório-concreto que inicia-se por volta dos 7 (sete) anos e termina na pré-adolescência quando a criança está completando 12 (doze) anos.
Por último temos o estado operatório-formal, que é considerado a fase que parte dos 12 (doze) anos da criança em diante.
Para o autor, em resumo, podemos afirmar que, segundo Jean Piaget "a evolução da inteligência e, por conseguinte dos conhecimentos, tem como essencial fonte as regulações advindas de situações pertubadoras. Fica evidente nessa tese a importância do erro na aprendizagem e no desenvolvimento". Prosseguindo e ainda citando Piaget, "não é suficiente que o aluno saiba que errou, é preciso também ter elementos para avaliar a qualidade do erro".
Se o trabalho pedagógico for organizado de tal forma que o aluno apenas fique sabendo, pelo professor que errou, o erro perderá todo seu valor.
Tornar o erro um observável nem sempre é fácil e pede muita criatividade pedagógica por parte dos professores. Porém se a teoria piagetiana for satisfatória, valerá a pena.
Compreende-se, pois, que o erro é resultante de uma contingência histórica radical. Não há processo de conhecimento sem erro. O erro é parte constitutiva da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo. Tentar impedir de todas as formas que o aluno erre, equivale a obstruir o processo de sucessivas aprendizagens. É o mesmo que impedir que o aluno construa os instrumentos indispensáveis ao seu pensar.
Referência Bibliográfica:
TAILLE, Yves de La. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão, Summus, 1992.
AQUINO, Julio Groppa, org. Erro e Fracasso na Escola: Alternativas teóricas e práticas. Summus, 1997
Bibliiografia:
AQUINO, Julio Groppa, org. Erro e fracasso na escola: Alternativas teóricas e práticas. Summus, 1997.